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OAB do Pará ficará atenta a julgamentos do caso Dorothy Stang


Belém (PA), 11/11/2005 – Os acusados da execução da missionária norte-americana Dorothy Stang, Rayfran das Neves e Clodoaldo Carlos Batista, serão julgados no dia 10 de dezembro – Dia Universal da Declaração dos Direitos Humanos –, data em que, no ano passado, a religiosa recebeu o prêmio "José Carlos Castro de Direitos Humanos", conferido pela Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará, aos defensores de minorias no Estado. A data foi decidida pelo juiz Cláudio Montalvão, que definiu os dias 9 e 10 de dezembro para a realização do júri popular dos réus.

Segundo a presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PA, Mary Cohen, o simbolismo da data causará ainda maior motivação nas entidades nacionais e internacionais que trabalham na defesa dos direitos humanos e virão até Belém para acompanhar o julgamento. A OAB-PA também estará atenta aos acontecimentos.

"É certo que gostaríamos que todos os envolvidos fossem julgados no mesmo dia, pois fragmentar o julgamento pode, como já vimos em casos passados, levar à impunidade dos mandantes. Todavia, estaremos atentos, pois é inconcebível deixar que o crime fique impune ou que somente aquele que apertou o gatilho seja punido, pois todos os envolvidos precisam pagar, de forma exemplar, pela barbaridade cometida", afirmou Mary Cohen, referindo-se aos julgamentos de Viltalmiro Bastos de Moura, Amair Feijoli da Cunha e Regivaldo Pereira Galvão – acusados de agenciamento e mando do assassinato, que ainda não têm data para ocorrer.

Irmã Dorothy lutava pela implementação de um projeto criado pelo governo em 1994, de desenvolvimento sustentável. De acordo com o projeto, é possível retirar da floresta o suficiente para a sobrevivência sem destruir o meio ambiente. Por conta disso, a religiosa tinha como opositores os madeireiros, fazendeiros e grileiros de terra e foi barbaramente assassinada com seis tiros.


Fonte: OAB Nacional



 
 
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