Juiz
defende retirada de crucifixos dos tribunais
Porto Alegre, 17/09/2005 - O juiz Roberto Arriada
Lorea, 40 anos , de Porto Alegre (RS), defende a
retirada de crucifixos das salas de audiência
do Judiciário. A proposta será apresentada
no final deste mês, em um congresso que reunirá
magistrados do Estado gaúcho. O juiz acredita
que os símbolos colocados nas paredes ferem
o artigo 19 da Constituição Federal,
que veda relações de dependência
entre o Estado e as instituições religiosas,
informa o jornal Folha de S.Paulo. "A liberdade
religiosa das pessoas é ferida. A Justiça
é para todos", diz.
Segundo o juiz, pesquisas mostram que 85% dos
próprios católicos são favoráveis
à separação entre Igreja
e Estado. O juiz teve teve formação
católica na infância, mas não
é praticante.O juiz Roberto Arriada Lorea,
no entanto, não vai participar do 6º
Congresso de Magistrados Estaduais, que será
realizado entre 29 de setembro e 1º de outubro
em Santana do Livramento, por causa de uma viagem
ao exterior. A proposta será apresentada
por um colega.
Em
junho, a Suprema Corte dos EUA proibiu a exibição
do texto dos Dez Mandamentos nas paredes de dois
tribunais do Kentucky e, no mesmo dia, autorizou
que um monumento aos Mandamentos continuasse diante
do Legislativo do Texas, informou a Folha.
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